Itinerario de Viagem Lapinha Tabuleiro
[Este eh um roteiro de viagem compilado por Pedro Augusto em preparacao para a Travessia de Lapinha a Tabuleiro em Abril de 2012. O texto e as imagens foram coletadas da internet por ele como o lider informal do grupo. Ao final do roteiro foram incluidas fotos selecionadas feitas pelos integrantes da travessia.]
Integrantes do Grupo:
(pessoal, coloquem seu nome um telefone, o nome e contato de algum familiar também [deixem uma copia desse roteiro com algum familiar, lá vai ser de boa, mas é bom criar esse hábito])
Pedro Augusto (31) 9968-1175 [ Juarês ou Celí: (31) 3481-5552 ]
Luiza Barcelos (31) 9301-6116 [ Maura: (31) 3852-4111/ 9130-0206 ]
Fernanda Machado (31) 8823-2816 []
Evelize Moreira (32) 8884-4312 []
Ivo David (31) 8812-9120 []
Bruno Morais (31) 9737-5750 []
Roteiro
(fizemos uma compilação de informações coletadas na internet, esqueci de colocar os links aqui)
Resumo:
Nível de dificuldade: Médio
Tempo: 3 dias
Distância a percorrer: 25 km (Travessia) / 1,2 km (ida e volta para o Pico da Lapinha) / 4 km (ida e volta para a Cachoeira do Tabuleiro)
Ganho de elevação: 952 m (somente a travessia)
Perda de elevação: -1.242 m (somente a travessia)
Altitude máxima: 1.642 m (Pico da Lapinha)
5 abril (quinta) - dia0
Indo de carro:
Partindo de Belo Horizonte, segue-se pela MG–10, até o distrito da Serra do Cipó. Na entrada da D’ Elder Pousada, à esquerda, seguir pela estrada de terra que dá acesso a Santana do Riacho por 30 km. Após chegar a Santana do Riacho, contornar a Praça central e seguir pela rua da prefeitura até a estrada de terra, onde se segue por mais 11 km.
Indo de ônibus:
Belo Horizonte - Santana do Riacho
Trajeto: http://g.co/maps/6n5te
Talvez seja a opção mais prática por evitar a logística de resgate do carro no final da travessia. A empresa que faz o trajeto Belo Horizonte – Santana do Riacho é a Saritur (www.saritur.com.br – (31)3419-1800).
Existem dois horários diários partindo de Belo Horizonte às 07:30 ou 15:30. A viagem leva aproximadamente 3 horas.
Partida Tarifa(R$) Duração Distância (Km)
07:30 28,81 03:05 126,5
15:15 25,77 03:05 110,4
Santana do Riacho – Lapinha da Serra
Trajeto: http://g.co/maps/fwca5
De Santana do Riacho para Lapinha da Serra só existe ônibus às sextas-feiras e domingos e em apenas um horário por dia:
Santana do Riacho -> Lapinha 18:45 Sexta
Santana do Riacho -> Lapinha 13:45 Domingos
Lapinha -> Santana do Riacho 14:30 Domingos
Lapinha -> Santana do Riacho 19:30 Sextas
Fora destes horários a opção é seguir por uma trilha de 8 km até a Lapinha da Serra, ou contratar algum serviço de Kombi ou moto com os moradores de Santana do Riacho. Existem alguns moradores que fretam seus veículos e o mais famoso é o senhor José Mateus (peque o telefone dele em no bar ou em algum estabelecimento) com seu Fiat Uno o famoso "SUVIVOR-CAR" (a sua incrível “FERRARI” vermelha foi vendida). Normalmente ele cobra R$ 50,00 pela viagem, mas com um bom papo (pechinchada) ele sempre diminui o preço.
Onde ficar:
Dependendo do horário de chegada em Lapinha da Serra e em Tabuleiro, existe a opção de pernoite em camping.
Durante a travessia, a melhor opção é acampar nas casas da Dona Ana Benta e Dona Maria. Por R$ 25,00 reais (valor pago em fevereiro de 2012) em cada uma é possível tomar um banho quente e comer uma verdadeira comida mineira, feita em fogão a lenha e com boa parte do alimento cultivado localmente. Além do prazer de poder conhecer estas pessoas.
6 abril (sexta) - dia1
O primeiro dia da travessia pode ser considerado o mais difícil devido ao grande número de subidas, mas sem dúvida é o dia mais bonito e onde se atinge a maior média de altitude da travessia.
Iniciando na igrejinha da Lapinha a primeira subida é feita acompanhando um cano de água ao lado do Córrego Lapinha, que possui algumas quedas e pequenos poços muito bonitos. Ao final da subida chega-se a um platô onde está localizada a Cachoeira da Lapinha. Após chegar à placa que informa a existência de uma APA e cruzar o Córrego da Lapinha a trilha segue á esquerda em direção ao Pico do Cruzeiro e a sua subida inicial é bem visível.
O primeiro ponto de parada é um abrigo de montanha que se encontra após a subida que contorna o Pico da Lapinha. Depois de cruzar o pequeno córrego a trilha segue bem demarcada subindo até a base do Pico do Cruzeiro. Até o cume do Pico da Lapinha existem pequenas placas na trilha que indicam a direção, mas é deste ponto em diante que a experiência em navegação se torna importante.
Pico da Lapinha
Aproveite a vista do cume, é provavelmente a foto mais bonita que você vai tirar.
Após a descida do cume é necessário voltar um pouco, pela trilha da base, para encontrar a bifurcação para a trilha que leva até o Pico do Breu, próximo ponto de referência no caminho.
Pico do Breu
Depois de cruzar uma boa extensão de campos rupestres, a trilha segue por uma grande crista de onde é possível avistar o Pico do Breu e todo o vale entre a Serra do Breu e a Serra do Intendente, onde está localizada a casa da Dona Ana Benta primeiro local de pernoite.
A descida para o vale é feita em direção à prainha do Rio Parauninha, que já é visível desde a crista e serve como ponto de referência. Da crista também se avista a trilha que leva até a casa da Dona Ana Benta.
Vista do vale
Dona Benta é uma senhora idosa que vive em um pequeno rancho onde é possível acampar, tomar um banho quente e comer uma comida feita em fogão a lenha. Até este ponto são percorridos 12 km.
Chegando na casa da Dona Ana Benta
7 abril (sábado) - dia2
O segundo dia é bem tranquilo, são apenas 8 km em terreno mais plano, desde a casa da Dona Ana Benta até a casa da Dona Maria, onde é feito o segundo pernoite.
A trilha começa com uma rápida subida e sem seguida percorre um terreno plano cruzando algumas cercas de arame farpado e porteiras. Algumas bifurcações podem confundir o caminho, mas em geral a trilha é bem demarcada.
Trilha após subida do vale
Pouco antes de chegar à casa da Dona Maria, a trilha segue margeando o Ribeirão do Campo, onde existe uma pequena cachoeira.
Normalmente é neste segundo dia que se faz a subida até a parte alta da Cachoeira do Tabuleiro, após montar acampamento da casa da Dona Maria. São aproximadamente 1 hora e meia até a cabeceira da cachoeira. Como optamos por tirar o dia para descanso, preferimos deixar a subida para a manhã seguinte o que mais tarde se mostrou uma opção errada.
A área de acampamento é um grande platô com uma vista sensacional da Serra do Intendente. A noite é possível avistar as luzes de pequenas cidades.
Vista da área de acampamento
Dona Maria é uma senhora idosa que vive com seu marido Seu Zé. Duas pessoas muito simples e que recebem todos muito bem. Com certeza poder conhecê-los é um dos prazeres desta travessia.
Casa da Dona Maria e Seu Zé
É possível tomar um banho quente e jantar, mas fique atento, pois há um limite de pessoas para jantar, por isso é bom chegar cedo e já deixar agendado. A comida é sensacional e foi sem dúvidas a melhor comida que já comi em uma travessia.
8 abril (domingo) - dia3
Recebi a informação de que neste local é comum encontrar neblina e baixa visibilidade pela manhã. Foi o que encontramos e devido a isso não fizemos a trilha que leva à parte alta da Cachoeira do Tabuleiro.
O último dia de trilha é basicamente descida. São 5,3 km de percurso onde saímos de 1.300 metros de altitude e chegamos à portaria do Parque Municipal Ribeirão do Campo a 816 metros de altitude e onde está a Cachoeira do Tabuleiro.
A navegação nesse dia é a mais fácil de toda a travessia, com a trilha bem demarcada o tempo todo.
Durante grande parte da descida é possível avistar, à esquerda, o Cânion do Travessão e suas imponentes paredes. Também é possível chegar à borda de um estreito cânion que parece ser uma continuação do Travessão e é tão profundo que não se avista o chão.
Cânion e Travessão ao fundo
A dica é ficar atento quando se começa a caminhar ao lado de alguns postes de energia, pois a trilha que segue para a portaria do parque bifurca fazendo um "cotovelo" a esquerda e cruza um riacho subindo em direção à portaria.
Cachoeira do Tabuleiro
Para chegar até a Cachoeira do Tabuleiro se paga uma taxa de R$ 5,00 na entrada do parque e é bom ficar atento ao horário já que o parque funciona das 8 às 17h, sendo que às 16h os bombeiros que ficam no poço começam a esvaziar o local. São mais 2 km de caminhada passando por uma descida bem íngreme e seguindo pelo leito do rio até chegar ao poço.
Chegando no poço
A Cachoeira do Tabuleiro possui 273 metros de queda e um poço de 700m2 e 18 metros de profundidade. É considerada a terceira mais alta do país e uma das mais bonitas. Vale a pena ir com tempo sobrando para curtir seu visual imponente e impressionante!
Poço da cachoeira (18 metros de profundidade)
Voltando de carro:
A opção do carro torna a volta complicada, pois é necessário retornar a Lapinha da Serra para resgatar o carro. As opções para o resgate ficam entre contratar um taxi, ou uma van em caso de ir em um grupo maior, para voltar até Lapinha da Serra.
Um grupo que foi, estavam em um grupo de 11 pessoas, contrataram uma van para levar de Tabuleiro até Lapinha da Serra. O valor normalmente fica em R$ 900,00, mas negociando conseguiram chegar em R$ 600,00.
Voltando de ônibus:
Para chegar de Tabuleiro até Conceição do Mato Dentro, existem pouquíssimos ônibus que fazem o trajeto. A opção mais fácil é utilizar um táxi. Normalmente essa viagem custa cerca de R$35,00 do vilarejo de Tabuleiro, e R$40,00 para quem parte desde a cachoeira.
Alguns táxis fazem ponto no Parque Natural Municipal Ribeirão do Campo (parque onde se localiza a Cachoeira do Tabuleiro) e outros no próprio vilarejo. Aconselho assim que chegar ao parque, pedir para alguém que trabalha lá, indicar um táxi. Eles próprios ligam para o táxi para você. Os taxistas moram em Conceição do Mato Dentro; então, se você não achar nenhum em Tabuleiro, ligue para a Central dos Táxis: (31)8889-3527, (31)3868-1750 e (31)3868-1902.
"Da central de táxi em Conceição do Mato Dentro é possível fechar uma corrida para BH por R$270,00 com o Seu Zé Costa, cara muito gente boa, simpático e cheio de histórias da época do ouro, conhece a todos e toda a região (contato: (31) 8281-5115 ou (31) 3868-1716)"
A viação Serro (http://www.serro.com.br/serro/ - (31)3201-9662) faz o trajeto de Conceição do Mato Dentro para Belo Horizonte.
* As informações de linhas de ônibus e horários foram obtidas em sites da internet. Antes da viagem temos que entrar em contato com as empresas para obter informações sobre horários e valores atualizados.
Bagagem
Pensando em dividir a peso nas mochilas, é bom combinar a divisão dos itens coletivos:
Itens Coletivos:
Canon EOS 5D Mark II, ou Nikon
Violão
Barracas
GPS e mapa
Pastilhas de cloro (para purificar água)
Pá, papel higiênico
Comida
Fita Silver Tape 3M
Fogareiro e panelas (talvez, se alguem tiver)
Itens Pessoais:
Mochila
Saco de dormir
Isolante térmico (forrar o chão da barraca)
Fósforo / isqueiro
Lanterna
Cantil (garrafa, ou camelbak)
Caneca
Talheres
Canivete
Saco de lixo
Kit primeiros socorros
Etiqueta tipo sanquíneo
Material de higiene (pacote de lenço umidecido são muito úteis onde não há lugar para banho)
Roupa: 2 camisas dry fit, 1 camisa de algodão, 1 bermuda, 1 calça, 1 fleece, 4 pares de meia
Roupa de banho
Bota ou tênis para caminhada
Toalha (daquelas que secam rápido)
Chapéu (ou boné)
Óculos de sol
Filtro solar
Repelente
Poncho (capa de chuva)
Alimentação:
Umas sugestões:
Queijo (prato)
Salame (tipo italiano)
Barra de cereal
Mel sachê
Pão sírio
Geleia pra passar no pão
Uva passas ou banana passas
Castanhas
Granola
Chá (precisaríamos de fogareiro)
Chocolate =)
Agua (a gente pega pelo caminho)
Outra sugestão (por pessoa):
2 pacotes de arroz préprontos (4 almoços)
4 miojos (4 jantas)
Barra de queijo defumado (complementar almoço)
*Lata de atum (complementar 1 almoço)
Pacote de pao de forma com 12 fatias (6 sanduiches = 3 café da manha)
Barra de queijo defumado (colocar no pao)
Barra de salame (colocarno pao)
Leite em pó
Chocolate em pó
Pacote de neston (230g = 1 café da manha)
“Para fazer almoço/jantar seria necessário, fogareiro e cartucho de gás, + comidas liofilizadas, a não ser que apareça um cozinheiro, prefiro fazer só lanches do que comer miojo todo dia” Luiza
Dicas:
Água não chega a ser um problema se você fizer a trilha no período das chuvas. O primeiro dia é o mais complicado por cruzar com um número menor de pontos de água. Dois litros foram o suficiente. Não se esqueça do purificador.
Leve um bom protetor solar. Devido à vegetação predominante ser campos rupestres não há sombra na trilha.
Tenha um bom mapa e conhecimentos de navegação caso não conheça a trilha. A navegação visual é fácil se auxiliada por um mapa topográfico e Um GPS sempre ajuda em caso de baixa visibilidade ou navegação noturna.
Por R$ 25,00 (valor pago em fevereiro de 2012) é possível acampar, jantar e tomar um banho quente nas casas da Dona Ana Benta e Dona Maria, mas em dias de muitas pessoas na trilha não há como garantir jantar e banho quente para todos. Procure chegar cedo e reservar o jantar o quanto antes.
Importante!
A preservação deste ou de qualquer outro ambiente natural depende de nós.
A região possui um alto índice de plantas e animais endêmicos (que só existem lá). Use sempre a trilha principal, não crie atalhos.
Traga todo seu lixo de volta, inclusive cascas de frutas e papel higiênico.
Não lave panelas, defeque ou urine próximo aos pontos de água. Assim como você, outros dependem destes pontos para coletar água potável.
Não “vá ao banheiro” próximo à trilha e enterre suas fezes.
Use sempre o bom senso e nunca deixe de praticar as técnicas de mínimo impacto.
Caso não possua experiência em trilhas, vá acompanhado de alguém que conheça o local ou contrate um guia.
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